sexta-feira, 1 de junho de 2012

Homens de Preto 3



Homens de Preto 3 (Men In Black III)
Direção de Barry Sonnenfeld (A Família Adams)
Roteiro de Etan Cohen (Trovão Tropical)
Estrelado por Will Smith (Sete Vidas), Tommy Lee Jones (No Vale das Sombras) e Josh Brolin (W.)

Como não poderia deixar de ser, “Homens de Preto 3” foi a melhor estréia do mês de maio no Brasil.

Em primeiro final de semana em cartaz aproximadamente 724 mil pessoas foram aos cinemas.

Em termos comparativos “Battleship...” - que ficou em 2° - levou 242 mil pessoas.

Alguém dúvida que a razão de tamanha diferença atende pelo nome de Will Smith? Eu não!

Mesmo sem atuar desde 2008 (no drama “Sete Vidas”), seu carisma e simpatia não diminuíram em nada.

Pra mim o sucesso da franquia é apenas por causa dele. Eu particularmente acho os filmes apenas medianos, legais!

Mas não nego que a dupla Smith/Jones é divertida. Que Brolin está ótimo como a versão mais jovem do Agente K.

Mas também devo dizer que não sou muito chegado com tramas que relatam viagens no futuro.

Até posso gostar do filme (ex. “O Homem do Futuro”, “De Volta Para o Futuro”), mas não curto a idéia.

Seu alto orçamento (cerca de U$ 225 milhões) será recuperado graças ao mercado internacional.

Mercado este cada vez mais importante para Hollywood (vide as estréias mundiais com a presença dos astros).

Na trama um terrível bandido alienígena (o tal do Boris, O Animal – “É apenas Boris”, diria o ET com visual do vocalista do Chiclete com Banana) foge de uma prisão na lua com o intuito de voltar no tempo para evitar sua prisão, e conseqüentemente, matar o agente que o prendeu, no caso o Agente K (Jones). Para evitar que isso aconteça o Agente J (Smith) também viaja no tempo e lá em 1969 descobrirá a razão do Agente K ser tão sério e amargurado.



 Nota: C +


sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Corvo



O Corvo (The Raven)
Dirigido por James McTeigue (V de Vingança)
Roteirizado por Ben Livingston (estreante) e (proveniente da tevê)
Protagonizado por John Cusack (Quero Ser John Malkovich), Alice Eve (Ela é Demais Pra Mim), Luke Evans (Os Três Mosqueteiros) e Brendan Gleeson (Harry Potter e o Cálice de Fogo)

Sorte teve minha esposa Liliane que não quis ir comigo ao cinema conferir essa porcaria de filme. O pior é que o longa (e o personagem principal) tenta de todas as formas, mas sem o menor sucesso, emular o humor e o carisma que permeia o “Sherlock Holmes” de Guy Ritchie com Robert Downey Jr.

Fico me perguntado se algum fã do escritor e poeta Edgar Alan Poe curtiu esta produção de segunda categoria. Cusack (que recentemente ganhou uma estrela na calçada da fama) entrega aqui sem dúvida alguma sua pior interpretação. Ele está medonho. Exagerado, caricato.

Mais a ruindade do filme não pode recair somente em suas costas. O diretor e os roteiristas possuem uma parcela grande de culpa, afinal, o filme (repleto de clichês) parece dirigido por um amador estreante (seu trabalho com o elenco é particularmente lamentável), e os diálogos são pavorosos. Não á toa foi um fracasso gigantesco. Já que custou U$ 26 milhões e arrecadou mundialmente até o momento apenas U$ 19 milhões.

Na trama um serial killer começa a cometer misteriosos crimes baseados em obras do escritor (decadente?) Edgar Alan Poe (Cusack). Por esta razão ele é cooptado pelo investigador dos assassinatos (Luke Evans) para ajudar nas investigações. Mas o assunto se tornará pessoal quando sua amada (Alice Eve) for raptada pelo assassino.

Por sua conta e risco!


 Nota: E

terça-feira, 15 de maio de 2012

A Filha do Mal





A Filha do Mal (Terror)
Dirigido por William Brent Bell
Estrelado por Fernanda Andrade

Quando criança Isabella Rossi (a brasileira Fernanda Andrade que não conhecia) presenciou a mãe sendo presa (acusada de assassinato) e tempos depois a morte do pai. Adulta descobre que na verdade sua mãe Maria Rossi (Suzan Crowley) matou dois padres e uma freira (da igreja da qual era membro) num ato de exorcismo praticado nela. Disposta a visitar a mãe num manicômio situado na Itália (por pedido da igreja católica) e ao mesmo tempo investigar a verdade por trás desta história, ela contrata os serviços de um documentarista (Ionut Grama) para deixar tudo registrado. Por lá contará também com a ajuda de dois padres, Ben (Simon Quarterman) e David (Evan Helmuth), pois ainda que o Vaticano tenha declarado que não se tratava de um caso de exorcismo, eles tinham motivos para acreditar que se tratava sim.

“A Filha do Mal” se inscreve naquele subgênero de filme de terror cujo precursor foi o horroroso “A Bruxa de Blair”, isto é, gravado com câmera na mão (mas cuja movimentação, tremedeira, não irrita nem atrapalha o andamento da trama), como se as imagens que estamos assistindo fossem verdadeiras. O filme não toma partido. Apenas mostra os fatos. E opiniões a favor e contra o exorcismo. A favor e contra a Igreja Católica. Cabe a cada um acreditar se existe ou não. Qual o objetivo de um filme de terror? Assustar, ou pelo menos incomodar. E acho que “A Filha do Mal” cumpriu o seu papel. Todas as cenas de exorcismo foram muito bem encenadas e o elenco me pareceu bastante natural. E se levarmos em conta sua bilheteria (o ótimo trailer deve ter sido um estimulo a mais para que os apreciadores do gênero fossem aos cinemas) os fãs do gênero aprovaram. Foram mais de U$ 100 milhões de dólares no mundo todo, para um orçamento pífio de apenas U$ 1 milhão de dólares.


Nota: B

sábado, 12 de maio de 2012

Batteship - A Batalha dos Mares




Battleship, A Batalha dos Mares – Ação
Dirigido por Peter Berg
Estrelado por Taylor Kitsch, Alexander Skarsgard e Liam Neeson

Você pode até não ter jogado, mas provavelmente já ouviu falar do jogo de tabuleiro Batalha Naval, que consistia basicamente em descobrir em qual quadrado o navio do oponente estaria. Pois bem, esta eletrizante produção é uma espécie de adaptação deste jogo, mas com uma diferença considerável, o inimigo não são navios de uma marinha de um determinado país, e sim, seres alienígenas e suas impressionantes e enormes máquinas de guerra.

Como protagonista temos Taylor Kitsch interpretando o problemático Alex Hopper (sim, o roteiro traz aquele velho clichê do rapaz irresponsável que no decorrer dos acontecimentos se tornará um verdadeiro homem e por tabela um herói salvando o mundo). Com a ajuda do irmão Stone Hopper (Alexander Skarsgard, sem muito o que fazer) ele entra pra Marinha, mas não sem antes se enamorar pela bela Sam (a novata Brooklyn Decker), filha do comandante de ambos Almirante Shane (Liam Neeson, sem muito o que fazer parte 2). Fechando o elenco de nomes conhecidos temos a cantora Rihanna, que se limita fazer caras e bocas.

Como é de praxe neste tipo de projeto o humor é um ingrediente importante e aqui ele está na medida certa. Outra coisa comum de encontrar neste tipo de produção é o heroísmo (do exército, aeronáutica ou marinha como neste caso) norte americano, e aqui ele tem de montão (vide a cena que um soldado com pernas metálicas enfrenta sozinho um ser alienígena maior que ele e ainda por cima com armadura). Ok, que com a ajuda de um japonês, mas isso é apenas artimanha para conquistar o mercado internacional, oras. O que deu certo como vocês lerão a seguir. A trilha instrumental heróica também não fica de fora, assim como a trilha musical com o bom e velho rock n’ roll dando as caras nos momentos que antecedem as batalhas.

Depois do enorme fracasso de ‘John Carter’ (outro filme repleto de efeitos visuais que até o presente momento ainda não assistir), sua carreira corria serio risco de naufragar (não resistir o trocadilho), mas já dei uma pequena pesquisada e mesmo sem ainda ter estreado nos EUA (18/05) o filme já arrecadou cerca de U$ 200 milhões de dólares ao redor do mundo, isto é, o mercado estrangeiro mais uma vez fará a diferença e Kitsch poderá dormir tranqüilo.

Também pudera, o trailer é ótimo e nos deixa boquiaberto com a grandiosidade das batalhas (os efeitos visuais são espetaculares). Situação que voltou a acontecer durante a projeção, ainda que tenha achado melhor e mais emocionante do que o clímax o primeiro ataque dos alienígenas (que a produção não faz tanto mistério em mostrar diga-se de passagem). Impressionante!!! Mas um aviso: deixe seu cérebro do lado de fora do cinema. E aqui vai um SPOILER. Afinal, teremos que aceitar que um navio desativado e tripulado por idosos seja o responsável pela vitória em cima de máquinas gigantescas e com um poder de fogo assustador e letal.



 Nota: B

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Jogos Vorazes





Jogos Vorazes – Drama de ação
Dirigido por Gary Ross
Estrelado por Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e Woody Harrelson

É com um certo atraso que fui conferir este primeiro grande sucesso do ano ‘’Jogos Vorazes’, adaptação (o primeiro de uma trilogia) de um best seller escrito por Suzanne Collins, cujo público alvo é o chamado jovem adulto. Neste primeiro capítulo nos deparamos com uma civilização dividida em 12 distritos. Todo ano durante o período conhecido como “colheita” duas pessoas ou tributos como são chamados (de 12 a 18 senão estiver enganado) de cada distrito são selecionados (via sorteio ou voluntariado) para participarem do tal “Jogos Vorazes”, uma espécie de reality show com direito a transmissão ao vivo, desfiles em praça púbica, treinamento, patrocinadores.

O premio? A sobrevivência, pois apenas um participante terminará o jogo vivo. Na sua primeira metade acompanharemos as escolhas dos concorrentes e os bastidores do reality. Na segunda a garotada em ação lutando por suas vidas. Como protagonista teremos uma garota chamada Katnnis Everdeen (a ótima Jennifer Lawrence, bonita e talentosa, com forte presença de cena), do 12° distrito. Como parceiro/adversário de distrito ela terá a companhia de Peeta Mellark (Josh Hutcherson, dos dois ‘Viagem ao Centro da Terra’). Mas não é apenas a família (ela foi no lugar da irmã caçula) que ela deixará para trás ao ir para os jogos. Gale Hawthorne (Liam Hemsworth, irmão mais novo de Chris “Thor” Hemsworth) seu melhor amigo/paixão-não-declarada também a ficará esperando. O problema é que durante os jogos Peeta revela ser apaixonado por ela desde criança. E aí está formado mais um triângulo amoroso para o público jovem torcer.

Fazem parte ainda do show, o apresentador Caesar Flickerman (Stanley Tucci mais uma vez ótimo), o produtor Seneca Crane (Wes Bentley), a selecionadora Effie Trinket (Elizabeth Banks), o mentor Haymitch Abernathy (Woddy Harrelson, também sempre ótimo) e o Presidente Snow (Donald Sutherland). Ah, e o responsável pelo figurino da dupla do 12° distrito é ninguém menos que o cantor Lenny Kravitz como Cinna.

Ouvi e li muito que se tratava de uma produção que buscava agradar ao público ávido pela ‘Saga Crepúsculo’, pois também possui um triangulo amoroso – mas não atores que venham despertar nas meninas o frisson que Robert Pattinson e Taylor Lautner despertaram –, uma mulher como protagonista e óbvio, se trata de uma adaptação literária para jovens de muito sucesso. E ainda que não tenham mais nada em comum, ‘Jogos Vorazes’ assim como ‘Crepúsculo’ (o primeiro) foi um enorme sucesso em seu início de franquia.

Quer dizer, ‘Jogos’ conseguiu colocar no bolso os números do concorrente, mas em termos de popularidade e merchandising a diferença é proporcional, já que é ‘Crepúsculo’ quem comanda o show neste departamento. Mais como filme ‘Jogos’ é muito melhor, mais interessante. Nada daquele romance meloso e altamente diabético, e sim, de uma trama com fundo político e crítica social, ainda que numa linguagem jovem, por assim dizer.

É verdade que o filme é desnecessariamente longo demais (2h13), e que não agradará àqueles que forem assisti-lo pensando que se trata de um filme de ação. É lógico que a ação existe, afinal, se trata de um reality show (na verdade uma punição a uma rebelião acontecida no passado) cujo premio é a sobrevivência do vencedor, mas ela acontece em momentos pontuais da trama. E sua violência que pensava ser forte não é explicita. O que é uma boa notícia, já que estamos falando de crianças e adolescentes se matando, mas que conseqüentemente o torna um filme menos emocionante ou mesmo angustiante que poderia ser levando em consideração o contexto. Mas isso não se configurou num problema ou mesmo aborrecimento. Agora sabe o que me surpreendeu? A tecnologia super avançada encontrada no filme e seus figurinos exóticos. Não tinha a menor idéia de suas existências.


 Nota: B

American Pie, O Reencontro




American Pie, O Reencontro – Comédia
Dirigido por Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg
Estrelado por Jason Biggs e Seann William Scott

Depois de 13 anos do primeiro filme e de 7 produções com a marca ‘American Pie’ (sendo as 4 últimas lançadas diretamente para o mercado de home vídeo, e sem o elenco original), eis que a turma de 1999 está de volta. Assim sendo não é de se estranhar que o tom seja saudosista e que sempre quando possível um fato do primeiro ‘American Pie’ é relembrado. Eu adorei o primeiro, diga-se de passagem.

Mas este reencontro para comemorar os 10 anos de formatura (promovido por um personagem que nem me lembrava) mostrará que eles não são mais os mesmos. Seus objetivos e problemas agora são outros. Uns são casados, outros pais de família, e durante o filme tentarão resolver os problemas do passado e do presente. Mas há uma boa notícia. Nem todos mudaram. Um deles continua tão irresponsável quanto naquela época para nossa alegria e dos produtores da franquia, e ele atende pelo nome de Steven Stifler (Scott). Jim (Biggs) até pode ser o protagonista, mas o que o público quer ver mesmo é o Stifler em ação.

Ficamos sempre esperando ele entrar em cena pra ver qual será a maluquice da vez. Entre outras coisas, neste ele consegue a proeza de defecar num isopor de cervejas a título de vingança por uns adolescentes terem molhado a galera na praia!!! Stifler não tem limites, é totalmente sem noção, e o roteiro lhe reservou um par romântico que fará a platéia vibrar. Outro personagem que manteve a essência é o do pai do Jim (Eugene Levy), sempre com um conselho sexual constrangedor para seu amado filho. Ah, e ele também terá um par romântico tão bem sacado quanto o do Stifler.

As portas para mais uma continuação ficaram abertas, e ainda que o filme não tenha ido muito bem de bilheteria nos EUA, no resto do mundo a franquia ainda resulta em lucro. Por isso, não ficaria surpreso se de repente mais um ‘American Pie’ fosse produzido. Se você curtiu os 3 primeiros com certeza se divertirá com este aqui. Senão conhece a franquia é melhor deixa pra lá.


Nota: C

Anjos da Lei





Anjos da Lei – Comédia de Ação
Dirigido por Phil Lord e Chris Miller
Estrelado por Jonah Hill e Channing Tatum

Quem estiver na casa dos 30 e poucos anos (como eu) deve se lembrar do seriado policial ‘Anjos da Lei’ que passava se não estiver enganado na “Sessão Aventura” (que começava logo após a “Sessão da Tarde”, onde hoje temos no horário “Malhação”). No seu elenco o ainda desconhecido Johnny Depp era um dos policiais disfarçados de estudantes que atuavam em escolas. E foi com este papel que ele se tornou um ídolo teen. Aliás, Depp faz aqui uma pequena participação.

A premissa do filme é basicamente a mesma. Anjos da Lei é a denominação de uma “célula” da policia de Nova York que atua dentro de escolas e faculdades. Seus integrantes são policiais jovens e inexperientes em campo, e é aí que entram em cena Schmidt (Hill – bem menos gordo do que de costume – que este ano concorreu ao Oscar de coadjuvante pelo drama ‘O Homem que Mudou o Jogo’) e Jenko (Tatum, por quem as mulheres suspiram em filmes como ‘Querido John’ e o mais recente ‘Para Sempre’).

Se no colégio eles não eram colegas por motivos óbvios (Schmidt era o nerd e Jenko “o” popular), na polícia eles se tornarão melhores amigos e parceiros. E depois de uma tentativa pra lá de atrapalhada de prenderem uns suspeitos, eles são enviados a tal célula “Anjos da Lei”, cujo chefe é interpretado por ninguém menos que Ice Cube. Cube pra quem não sabe fez muito sucesso no final dos 80 e início dos 90. Aliás, mesma época do seriado no qual o filme é baseado. O que torna a escolha um feliz acerto. O mesmo não posso falar do ator Rob Riggle (faz o inspetor escolar) que considero um dos piores atores de Hollywood da atualidade.

A missão encarregada aos dois novatos é descobrir quem está vendendo e quem é o fornecedor de uma nova droga sintética que está se espalhando rapidamente nas escolas. Para tanto ganham novas identidades. Jenko seria Doug o descolado, enquanto Schmidt seria o nerd Brad. Mas como Jenko não é um rapaz digamos inteligente o suficiente para pelo menos saber seu nome de disfarce, a confusão está armada quando ele diz ser Brad e não Doug.

A idéia foi boa, colocar o nerd no meio dos populares e o popular no meio dos nerds, mas a execução não foi de todo satisfatório. As situações boladas se mostraram pouco inspiradas. Sem falar que Tatum não leva jeito pra comédia. Ao contrário de Hill, que consegue fazer a platéia rir um pouquinho. O roteiro me pareceu forçar um pouco a barra em busca do riso fácil (possui mais do que o desejado situações ou diálogos que deveriam ser engraçados e não são), assim como nas cenas de ação que resultaram muito “mentirosas”.

Mas é bom que se diga que essas falhas mencionadas não o tornam um programa ruim, pois se trata de um filme legal, mas apenas não satisfatório pra mim. Afinal, é apenas passatempo, destinado a um público jovem que quer apenas se divertir no cinema com a galera. E ele cumpre essa função. Não é a toa que o filme deixou as portas abertas para uma inevitável continuação (o filme foi muito bem de bilheteria nos EUA ultrapassando a casa dos U$ 100 milhões). Portanto, pegue seu balde de pipoca e o copão de refrigerante e boa diversão.


Nota: C

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Guerra é Guerra



Guerra é Guerra
Dirigido por McG
Estrelado por Chris Pine, Reese Witherspoon e Tom Hardy

Lauren (Witherspoon) é uma mulher com dificuldades em se relacionar amorosamente. FDR (Pine, o atual Capitão Kirk do remake do clássico ‘Star Trek’) e Tuck (Hardy, ainda não muito conhecido por aqui, mas que aos poucos vai ganhando seu espaço em Hollywood. ‘Batman, O Cavaleiro das Trevas Ressurge’ onde viverá o vilão Bane, deverá abrir de vez as portas para ele) são dois amigos agentes que precisam trabalhar juntos na captura do bandidão Heinrich (o alemão Til Schweiger, que tem cara de vilão mesmo). O que eles tem em comum? Por obra do acaso Lauren começará um caso com os dois. Sua difícil missão? Escolher com quem ficar (detalhe: ela não sabe que eles se conhecem). A deles? Disputar o coração da mesma mulher sem que isso atrapalhe a amizade de longa data.

‘Guerra é Guerra’ se inscreve naquele subgênero que ainda não emplacou em Hollywood, isto é, a comédia de ação romântica. Comédia romântica para agradar a mulherada. E a ação para agradar aos homens. Exemplos recentes? ‘Encontro Explosivo’ com Tom Cruise e Cameron Diaz e ‘Par Perfeito’ com Ashton Kutcher e Katherine Heigl. Nenhum deles conseguiu se pagar apenas com a arrecadação em solo norte americano, mas obteve lucro na somatória da bilheteria mundial.

‘Guerra é Guerra’ como a sinopse entrega é um filme leve, feito apenas para divertir, para ser um passatempo, uma sessão da tarde, nada mais do que isso. O trio principal é agradável (a personagem da melhor amiga feita pela comediante Chelsea Hendler, me fez lembrar Fernanda Torres em ‘A Mulher Invisível’) e o filme não aborrece. Assiste-se sem o menor aborrecimento. Portanto, se sua namorada quiser alugá-lo pra vocês assistirem juntos, não tenha receio em concordar, pois o filme é inofensivo.

Nota: C

terça-feira, 8 de maio de 2012

Os Vingadores



Dirigido por Joss Whedon
Protagonizado por Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Chris Evans, Mark Ruffalo, Scarlet Johansson, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston

Até o presente momento o grande acontecimento cinematográfico do ano. No Brasil mais de 1,5 milhões de pessoas foram aos cinemas em seu final de semana de estréia. Nos Estados Unidos com seus mais R$ 207 milhões de dólares arrecadados (também em seu final de semana de estréia) se tornou na maior abertura de todos os tempos, assim como no primeiro filme da história a alcançar a casa dos R$ 200 milhões em apenas três dias.

Mais alguém aí ficou surpreso com todo este sucesso??? Era mais do que óbvio que este filme seria um “arrasa quarteirão”, isto é, o tal do “blockbuster”. Se todos os filmes solo dos heróis que formam Os Vingadores foram sucesso imagina então um filme que reúne todos eles??? O grande mérito da produção ao meu ver foi conseguir levar aos cinemas muitas pessoas que não viram os filmes “independentes”, ou mesmo que nunca tenha lido um gibi da Marvel. Méritos de um excelente trabalho de marketing.

Até tentei assistir o filme na sua estréia, mas quando vi o tamanho das filas desistir. Por melhor que seja o filme, por mais que esteja querendo ver, não sou capaz de enfrentar uma fila gigantesca. Passado a loucura da primeira semana fui conferir ontem. Não tinha fila pra comprar ingresso, mas ela apareceu pra entrar na sala. Menos mal que quando ela começou a se formar faltavam uns 15 minutos pra liberação da sala. Ou seja, algo suportável.

O filme é bem bacana, ainda que toda aquela história do cubo cósmico (uma fonte de energia estudada e explorada secretamente pelo governo) que move toda a ação (a invasão alienígena é para recuperá-la) seja um pouco confusa e desinteressante para quem não curte ficção cientifica e quadrinhos. Com bastante humor e ação. Ação que aliás me lembrou outros filmes. Por exemplo: a perseguição inicial me trouxe a mente a perseguição dentro do túnel de ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas’. Aqueles monstros gigantes entre os prédios de Nova York (do clímax eletrizante) me lembraram ‘Transformers – O Lado Oculto da Lua’. Mas nisso não vai nenhum demérito. Afinal, hoje em dia é quase impossível assistir um filme sem lembrar ou ver semelhanças com outros.

A grande duvida que pairava no ar era: será que eles (neste caso ele, já que roteiro e direção coube a mesma pessoa) conseguiriam encontrar um ponto de equilíbrio com tantos heróis na mesma história? Como satisfazer os fãs de determinado herói com tão pouco tempo de tela para cada um? A situação não era nada fácil, mas sim, Joss Whedon, dentro do possível, conseguiu tornar o filme harmonioso em meio a tantos obstáculos. Cada herói tem seus “15 minutos de fama”, por assim dizer, mas naturalmente o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) tem um maior destaque (por ser o personagem mais carismático e popular, não se esqueçam ele é o único herói que já possui dois filmes) é e óbvio que sempre fica aquele gostinho de “quero mais” de determinado personagem. No meu caso por exemplo do Hulk (Mark Ruffalo). Quando ele entra em cena a adrenalina atinge níveis estratosféricos. Um trem desgovernado que passa por cima de tudo e de todos. Um ser raivoso e totalmente descontrolado, que leva o público a loucura.

Cabe ao Homem de Ferro com toda a sua arrogância e egocentrismo levar o público ao riso. Mas não apenas a isso, óbvio. Capitão América (Chris Evans) é o herói por excelência, aquele que se preocupa verdadeiramente com o bem estar da humanidade. Proteger e servir são seu lema. E seu conhecimento de guerra, afinal, ele é um soldado, em determinado momento o fará tomar a dianteira do grupo. Thor (Chris Hemsworth) vem de outro planeta para ajudar a colocar um ponto final na intenção de seu irmão Loki (Tom Hiddleston, um ator de forte e marcante presença em cena) de iniciar uma guerra intergaláctica. Sem falar que ainda temos Gavião Arqueiro (Jeremy Renner, este está no projeto apenas porque nos gibis pertencia ao grupo, pois se mostrou desnecessário) e Viúva Negra (Scarlett Johansson, esta com ótimas cenas de lutas marciais), além claro do diretor da agencia S.H.I.E.L.D. (a responsável pela escolha dos integrantes da força tarefa), Nick Fury (Samuel L. Jackson). Bom divertimento!


Nota: B

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Espelho, Espelho Meu


Dirigido por Tarsem Singh
Protagonizado por Julia Roberts, Lily Collins e Armie Hammer

Quem busca um bom passatempo não pode deixar de assistir 'Espelho, Espelho Meu'.
É entretenimento dos bons! Visualmente belo e bastante divertido!
Lily Collins (filha do cantor Phil Collins) que faz a Branca de Neve é uma gracinha. Um doce!
Julia Roberts como não poderia deixar de ser é impagável como a Rainha Má.
E Armie Hammer tem o porte e a beleza necessária de um príncipe de contos de fadas.
Mas quem rouba mesmo a cena é indiscutivelmente os anões. Impossível não rir com eles!
Eu indico!

Nota: B