Jogos
Vorazes – Drama de ação
Dirigido
por Gary Ross
Estrelado
por Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e Woody Harrelson
É
com um certo atraso que fui conferir este primeiro grande sucesso do ano
‘’Jogos Vorazes’, adaptação (o primeiro de uma trilogia) de um best seller
escrito por Suzanne Collins, cujo público alvo é o chamado jovem adulto. Neste
primeiro capítulo nos deparamos com uma civilização dividida em 12 distritos.
Todo ano durante o período conhecido como “colheita” duas pessoas ou tributos
como são chamados (de 12 a 18 senão estiver enganado) de cada distrito são
selecionados (via sorteio ou voluntariado) para participarem do tal “Jogos
Vorazes”, uma espécie de reality show com direito a transmissão ao vivo,
desfiles em praça púbica, treinamento, patrocinadores.
O
premio? A sobrevivência, pois apenas um participante terminará o jogo vivo. Na
sua primeira metade acompanharemos as escolhas dos concorrentes e os bastidores
do reality. Na segunda a garotada em ação lutando por suas vidas. Como
protagonista teremos uma garota chamada Katnnis Everdeen (a ótima Jennifer
Lawrence, bonita e talentosa, com forte presença de cena), do 12° distrito.
Como parceiro/adversário de distrito ela terá a companhia de Peeta Mellark
(Josh Hutcherson, dos dois ‘Viagem ao Centro da Terra’). Mas não é apenas a
família (ela foi no lugar da irmã caçula) que ela deixará para trás ao ir para
os jogos. Gale Hawthorne (Liam Hemsworth, irmão mais novo de Chris “Thor”
Hemsworth) seu melhor amigo/paixão-não-declarada também a ficará esperando. O
problema é que durante os jogos Peeta revela ser apaixonado por ela desde
criança. E aí está formado mais um triângulo amoroso para o público jovem
torcer.
Fazem
parte ainda do show, o apresentador Caesar Flickerman (Stanley Tucci mais uma
vez ótimo), o produtor Seneca Crane (Wes Bentley), a selecionadora Effie
Trinket (Elizabeth Banks), o mentor Haymitch Abernathy (Woddy Harrelson, também
sempre ótimo) e o Presidente Snow (Donald Sutherland). Ah, e o responsável pelo
figurino da dupla do 12° distrito é ninguém menos que o cantor Lenny Kravitz
como Cinna.
Ouvi
e li muito que se tratava de uma produção que buscava agradar ao público ávido
pela ‘Saga Crepúsculo’, pois também possui um triangulo amoroso – mas não
atores que venham despertar nas meninas o frisson que Robert Pattinson e Taylor
Lautner despertaram –, uma mulher como protagonista e óbvio, se trata de uma
adaptação literária para jovens de muito sucesso. E ainda que não tenham mais
nada em comum, ‘Jogos Vorazes’ assim como ‘Crepúsculo’ (o primeiro) foi um
enorme sucesso em seu início de franquia.
Quer
dizer, ‘Jogos’ conseguiu colocar no bolso os números do concorrente, mas em
termos de popularidade e merchandising a diferença é proporcional, já que é
‘Crepúsculo’ quem comanda o show neste departamento. Mais como filme ‘Jogos’ é
muito melhor, mais interessante. Nada daquele romance meloso e altamente
diabético, e sim, de uma trama com fundo político e crítica social, ainda que
numa linguagem jovem, por assim dizer.
É
verdade que o filme é desnecessariamente longo demais (2h13), e que não
agradará àqueles que forem assisti-lo pensando que se trata de um filme de ação.
É lógico que a ação existe, afinal, se trata de um reality show (na verdade uma
punição a uma rebelião acontecida no passado) cujo premio é a sobrevivência do
vencedor, mas ela acontece em momentos pontuais da trama. E sua violência que
pensava ser forte não é explicita. O que é uma boa notícia, já que estamos
falando de crianças e adolescentes se matando, mas que conseqüentemente o torna
um filme menos emocionante ou mesmo angustiante que poderia ser levando em
consideração o contexto. Mas isso não se configurou num problema ou mesmo
aborrecimento. Agora sabe o que me surpreendeu? A tecnologia super avançada encontrada
no filme e seus figurinos exóticos. Não tinha a menor idéia de suas existências.
Nota: B